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  Os rankings das melhores instituições financeiras mostram novidades expressivas nesta terceira edição da revista Balanço Financeiro. Entre os bancos, é notável a ascensão do Bonsucesso, que chegou ao primeiro posto na área de financiamento. As posições se mantiveram nas áreas de varejo (Bradesco), atacado (Votorantim) e "middle market" (Daycoval).

No negócio de leasing, destaca-se o desempenho da ABN Amro Arrendamento Mercantil, apoiado numa estratégia de participar ativamente dos projetos de expansão de seus clientes, e não apenas com recursos financeiros. A carteira de empresa cresceu 75% nos últimos dois anos, passando de R$ 424 milhões para R$ 745 milhões.

Embora o sistema financeiro seja hoje um dos mais globalizados da economia nacional, as instituições financeiras privadas sob controle de brasileiros continuam predominantes na rede bancária, ao contrário de que ocorre em outros países da América Latina.

Na lista dos ativos totais dos 20 maiores bancos instalados no Brasil (R$ 1,360 trilhão, representando 90,9% do total do sistema), destacam-se os bancos privativos nacionais (Bradesco, Itaú Holding Financeira, Votorantim, Safra, BBM, Fibra e Alfa), com ativos de R$ 457,06 bilhões. A cifra corresponde a 33,6% do total de ativos.

Se a esse grupo forem acrescentados ao bancos privados nacionais com participação estrangeira minoritária (Unibanco e Pactual), com ativos R$ 112,64 bilhões (8,28% do total), a participação dos nacionais (R$ 569,70 bilhões ou 41.88%) supera com boa margem a das instituições financeiras públicas federais (Banco do Brasil. Caixa Econômica Federal e Banco-BNB), cujos ativos somam R$ 474,25 bilhões (34,86% do acumulado). Junto com o Banco Nossa Caixa e Banrisul, instituições sob controle de governos estaduais, com ativos de R$ 47.49 bilhões, o total dos estatais no grupo dos 20 alcança R$ 521,74 bilhões (ou 38,35%).

Os números mostram que os nacionais, quer públicos quer privados, ainda se distanciam muito dos bancos privados com controle estratégico (Santander, ABN Amro, HSBC, Citibank, BankBoston e JP Morgan), com ativos de R$ 268,93 bilhões, ao fim do ano passado ou 17,77%. Outros bancos menores, a maioria privados nacionais, não incluídos no grupo dos 20 grandes, ficam com 9,09% dos ativos totais dos bancos brasileiros ao fim do ano passado (R$1.196 trilhão).