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RANKING COMPLETO DE
418 INSTITUIÇÕES

Bancos
Seguradoras
Previdência
Capitalização
Leasing
Corretoras
Distribuidoras
Financeiras

BANCOS
As novas fronteiras

 

Carta do Editor
Sumário

 
 

 

   

Carta do Editor

Durante o primeiro trimestre deste ano, os lucros dos seis maiores bancos ficaram praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2006. Entretanto, a rentabilidade média caiu de 28,2% para 25,9% ao ano e as receitas com operações de tesouraria, dependentes dos juros altos, recuaram 6,4%. Além disso, os bancos brasileiros estão às vésperas de enfrentar seu maior desafio desde o fim da inflação: a era das taxas de juros de um dígito.

Diante do novo cenário, os bancos buscam novas fronteiras e redescobrem oportunidades de negócios que foram deixadas de lado por décadas, como o crédito imobiliário, financiamentos ao consumo e assessoria em operações no mercado de capitais e em fusões e aquisições. Neste último caso, esquenta a briga entre os grandes bancos nacionais e os bancos de investimento estrangeiros, tradicionais "players" do negócio. E há oportunidades dentro do próprio setor bancário, onde o movimento de consolidação é fundamental para ganhar escala.

No ano passado, três grandes negócios mostraram qua a tendência vale para diversos segmentos, do varejo ao atacado: o Bradesco comprou a American Express no Brasil por US$ 500 milhões, o Itaú comprou o BankBoston por US$ 2,3 bilhões e o UBS levou o Pactual por US$ 2,5 bilões. Para este ano, o lance mais aguardado é o desfecho da venda do holandês ABN Amro, controlador do Real, que deve sair por aproximadamente US$ 100 bilhões, o maior negócio da história. O Real apresentou um forte crescimento e passou a terceiro no ranking por ativos, entre os bancos privados. Ainda não é certo que ele sera vendido, mas há muitos interesses em comprá-lo. Quem perder o Real perderá sua posição no ranking. Analistas acreditam que a venda do banco deve resultar em uma corrida que pode envolver por outras instituições.

As aquisições têm servido para os bancos apressarem sua entrada no crédito consignado, casos em que se enquadram a compra do Cacique pelo Société Générale e do BMC pelo Bradesco. Apesar de crescer as taxas mais modestas do que há dois anos, esta modalidade de crédito ainda é a melhor forma de ganhar dinheiro com clientes de baixa renda sem correr muitos riscos.

As folhas de pagamento de funcionários se tranformam em um negócio atraente. "Há muitas prefeituras e governos que ainda não leiloaram a folha dos seus funcionários", afirma Erivelto Rodrigues, presidente da Consultoria Austin Rating. O que os bancos querem com a conquista dessas folhas de funcionários é, além de pagar os salários, engrossar as receitas ao cobrar tarifas por serviços e vender produtos como seguros, fundos de investimentoe, principalmente, crédito.

A competição entre os bancos e demais instituições financeiras, o desempenho de cada um e a estratégia que o levou ao topo de cada ranking compõem, como se verá nas páginas a seguir, a matéria-prima desta edição, feita para ler e consultar.

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Sumário

CAPA
As novas fronteiras dos bancos

VENCEDORES
Os melhores do setor financeiro

GRANDES BANCOS
A estratégia para ganhar mercado

PRIVATE EQUITY
Brasil entra na rota dos fundos estrangeiros

BANCOS
Classes C e D são alvo de disputa
Aquisição garante liderança de mercado
Desconto em folha é estratégia do Daycoval
Crédito em expansão

SEGURADORAS
Busca pelo lucro privilegia consumidor
Meta de crescimento dos prêmios é de 20%
Carteira prestamista impulsiona resultado
Bradesco investe em capital humano
Itaú consolida áreas de negócios
Ajudar o planeta deu a liderança à Bradesco

LEASING
Clientes corporativos levam ao crescimento

CORRETORAS
ING surpreende com ganho de eficiência

DISTRIBUIDORAS
UBS Pactual aposta em títulos públicos

FINANCEIRAS
Parceria com varejista gera capitalização

ARTIGO
Novos cenários
Erivelto Rodrigues / Austin Rating

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