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  Carta ao Leitor
Negócios mantêm crescimento
 
O mercado de investimentos, extremamente competitivo e dominado pelos grandes bancos, já tem um patrimônio superior a R$ 800 bilhões. Segundo levantamento da Austin Rating, especial para esta revista, o bradesco Asset Managment, do grupo Bradesco, destacou-se na gestão de recursos em 2005, acumulando uma coleção de 29 diamantes. A gestora de recursos do banco Itaú ficou em segundo lugar, com 24 diamantes, seguida pela gestora de recuros do ABN Amro Real, com 14 diamantes.

Para o Bradesco, seu desempenho resulta de muito trabalho em equipe e da busca obsessiva pela qualidade. O Itaú aposta em rigorosos critérios de ativos, disciplina e gestão de risco. Já o ABN Amro destaca sua presença global (faz parte do grupo holandês ABN Amro) como um de seus principais diferenciais neste disputado mercado. Juntos, os três vencedores administraram cerca de R$ 243,54 bilhões, o equivalente a 30% do patrimônio total.

Num cenário de negócios em alta, os fundos de investimentos multimercados, que contam com mais flexibilidade para explorar oportunidades de ganhos em diversas áreas, voltaram a disputar a preferência do investidor. Em 2006, acumularam captação superior a R$ 11 bilhões, recuperando-se das perdas de quase R$ 3 bilhões do ano passado, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID). O desempenho atual já supera o do ano de 2004, quando os multimercados receberam poucos mais de R$ 10 bilhões em novas aplicações, e dá sinais de que pode ser melhor do que 2003, quando a captação chegou a R$ 26 bilhões.

O investidor dá também atenção maior ao dividendo (parte do lucro que as empresas distribuem aos acionistas). Trata-se de uma possibilidade de ganho normalmente ignorada por boa parte dos compradores de ações. Pela lei brasileira, as campanhas que negociam suas ações em bolsa são obrigadas a distribuir, no mínimo, 25% de seus lucros em dividendos.

Com o aumento dos lucros que as companhias vêm registrando, o valor do dividendo cresceu. Segundo estudo da consultoria Economatica, em 2005 as campanhias brasileiras lideraram o ranking dos maiores lucros da América Latina.

 

 
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